
Começar bem, com Vanessa da Mata no Coliseu do Porto.
Vedeta da série televisiva Os Anjos de Charlie (1976), Farrah Fawcett morreu em Santa Monica, California, vítima de cancro — contava 62 anos. Embora com uma carreira vasta, repartida por televisão e cinema, a sua fama internacional está indissocia-elmente ligada a um célebre poster de 1976, usando um fato de banho vermelho, numa pose descomplexada de alegria muitas vezes vista como sinal metafórico de uma época. Pode dizer-se, aliás, que Fawcett foi uma das derradeiras encarnações de uma iconografia em que a estrela de cinema (& televisão) se confunde com a pose tradicional da pin-up. Mesmo quando tentou papéis mais dramáticos — por exemplo, em Extremities/Humilhação (1986), de Robert M. Young, sobre uma mulher que se vinga de um violador —, acabou por se manter "assombrada" por uma estatuto simbólico que, de alguma maneira, tentou superar. Entre os seus filmes dos últimos anos, incluem-se O Apóstolo (1997), de Robert Duvall, e Dr. T. e as Mulheres (2000), de Robert Altman.

Na última vez que o encontrei, no jantar de tributo à pianista e professora Nelly Santos Leite, falou-me com entusiasmo do seu novo projecto em parceria com Pedro Madaleno, no jazz e com Paulo Barros, intitulado Gui3arra, um projecto que congregava o jazz, o rock e a música clássica.
Já tinha confirmado um concerto no dia 21 de Maio do corrente ano pelas 21:30 no Auditório dos Paços da Cultura em S. João da Madeira, inserido no Festival de Guitarra.
A má notícia aconteceu inesperada e terrível hoje ao início da noite.
Sem mais mando-te um abraço amigo e digo-te: Isto assim fica mesmo mais insuportável de aguentar.
Até sempre Gustavo. A tua música fica para sempre na memória de todos nós, caro amigo.





